O desenvolvimento de projetos de grande dimensão em Portugal é um processo complexo, que envolve múltiplas etapas e várias entidades.
É, neste contexto, que o reconhecimento do estatuto de Potencial Interesse Nacional (PIN) ou Projetos de Investimento para o Interior (PII) surge como uma mais-valia crucial.
Este reconhecimento facilita a tramitação administrativa dos projetos de investimento em Portugal e atribui um acompanhamento de proximidade com as entidades que compõem a CPAI (Comissão Permanente de Apoio ao investidor), como: APA, CCDR, Floene, REN, entre outras.
Principais vantagens:
- Prioridade em processos de licenciamento
- Tramitação simultânea de processos administrativos
Até ao final de 2021, a AICEP terá captado 2,7 mil M€ em IDE
Até ao final de 2021, a AICEP terá captado 2,7 mil M€ em Investimento Direto Estrangeiro (IDE) em Portugal, um montante que inclui o maior projeto da década, de 657 M€ com a Repsol. Isto significa que o investimento contratado superará em 229% o recorde de 2019, com três dos últimos quatro anos a quebrarem barreiras no investimento apoiado, sempre acima de mil milhões.
Eurico Brilhante Dias, secretário de Estado para a Internacionalização, refere que a conquista prova que "Portugal continuou, em pandemia, a ter os valores que lhe garantem interesse internacional: é um destino seguro, há muito talento e qualidade de vida, o que, aliado ao movimento para a maior autonomia estratégica que a UE está a fazer, potencia as oportunidades de ocuparmos cada vez mais espaço nos negócios globais”.
Este montante de investimento vem reforçar a constante melhoria de Portugal nos rankings de ambiente de negócios, nomeadamente a integração no top 10 da Ernst and Young dos melhores países europeus a atrair IDE, ficando à frente de países como a Finlândia e Suécia. Este estudo destaca ainda que 37% dos inquiridos planeia investir em Portugal ou expandir a atividade que já tem no país e metade considera que a atratividade do país vai aumentar nos próximos anos.