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Newsletter nº 6 | junho 2021
 
 
Notícias
Comissão Europeia deu luz verde ao Plano de Recuperação e Resiliência (PRR)
 

A Comissão Europeia deu luz verde ao Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), um envelope financeiro total de 16.644 M€, com o investimento centrado em 3 grandes áreas temáticas: resiliência, transição climática e transição digital.

Concentrando 61% do montante de subvenções, na Dimensão Resiliência destaca-se a componente C5: capitalização e inovação empresarial, com 5 reformas e 7 investimentos num total de 2.914 M€ que pretende aumentar a competitividade da economia portuguesa com base em I&D, inovação, diversificação e especialização da estrutura produtiva.

No mesmo sentido, na Dimensão Transição Climática será aplicada uma tranche que corresponde a 21% do total de subvenções, onde a componente C11: Descarbonização da indústria conta com um financiamento de 715 M€, com vista a descarbonizar o setor industrial e acelerar a transição para a neutralidade carbónica. Com 370 M€, está incluída também nesta dimensão a componente C14: Hidrogénio e renováveis, que promove a transição energética através do apoio às energias renováveis, com enfoque na produção de hidrogénio e de outros gases de origem renovável.

Já a Dimensão Transição Digital concentra 18% do montante global do financiamento, dando importância ao reforço da digitalização das empresas, onde se insere a componente C16: Empresas 4.0, com dotação de 650 M€.

Após a aprovação do plano a 16 de junho, surgem agora os primeiros avisos:

  • Programa Incentivo Adultos e Impulso Jovens STEAM. Ao primeiro estão destinados 130 M€ para apoiar a conversão e atualização de competências de adultos ativos e ao segundo 122 M€ para promover e apoiar iniciativas para aumentar a graduação superior de jovens. As Instituições de Ensino Superior, autarquias e entidades públicas locais, regionais e nacionais que pretendem candidatar têm de submeter a candidatura de “Manifestação de Interesse” no período de 16 de agosto a 10 de setembro.
  • Programa de Apoio a Edifícios Mais Sustentáveis, que tem 30 M€ para apoiar melhorias na eficiência energética, onde cada casa pode ser apoiada para financiar obras com um valor máximo de 7.500 € e, no caso de prédios, o valor máximo é de 15.000 €. O prazo para apresentação das candidaturas decorre desde 22 de junho até dia 30 de novembro de 2021.
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Matéria-prima é um problema para indústria da madeira devido aos incêndios
 

O acesso à matéria-prima é um "problema forte" para as empresas do setor da madeira, devido aos incêndios em Portugal, que consomem em média 100.000 hectares de floresta por ano, referiu o presidente da AIMMP, Associação das Indústrias de Madeira e Mobiliário de Portugal (AIMMP), Vítor Poças.

Segundo este, “a matéria-prima, neste momento, constitui um problema forte para as empresas. Aquelas empresas que operam na primeira transformação estão a sentir cada vez mais problemas com a floresta e estão a sentir esses problemas porque os incêndios têm sido muito grandes em Portugal, pois tem ardido uma média de 100.000 hectares de floresta por ano”.

Assim, as empresas do setor veem-se obrigadas a importar matéria-prima, sobretudo a outros países da Europa e aos Estados Unidos da América, designadamente madeiras de qualidade, como o carvalho, a cerejeira, o castanheiro ou a nogueira.

Vítor Poças reforça que é preciso que o Governo tome em atenção medidas para a nossa floresta, porque a nossa indústria de base florestal é altamente superavitária entre as exportações e as importações e, portanto, é muito importante que, de uma vez por todas, se façam os chamados acessos primários e os caminhos florestais, o que facilitaria a exploração, a tornaria mais barata e facilitaria os acessos aos carros bombeiros e a outras entidades por forma a combater o crime e reforçar a vigilância.

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Avisos abertos
COMPETE 2020
 

PDR
 

AÇORES 2020
 

CONCURSOS EUROPEUS
 
 
ÁREAS DE ATUAÇÃO
Economia circular na Indústria do Mobiliário
 

Estima-se que cerca de 10 milhões de toneladas de mobiliário são descartadas anualmente pelas empresas e consumidores na UE. A maioria destes resíduos tem como destino os aterros sanitários ou a inceneração.

Segundo um estudo realizado pela APIMA, Associação Portuguesa das Indústrias de Mobiliário e Afins, mais de 70% das empresas não tomou ainda qualquer medida para medir os seus impactes ambientais, 82% não tem um sistema de gestão ambiental implementado e 15% privilegiam o custo do equipamento ou serviço independente do impacto ambiental.

Porém, cada vez mais as empresas têm que estar conscientes de que a sua atividade tem consequências ambientais que irão, mais cedo ou mais tarde, ter um efeito negativo sobre a própria empresa, nem que seja ao nível da imagem.

Em contrapartida, as empresas que já adotam estratégias em termos de sustentabilidade dão preferência à utilização de matérias-primas com certificação de sustentabilidade, à utilização de materiais reciclados e apostam na reparação e recuperação dos produtos. Por exemplo, cerca de 70% das empresas contratualiza a recolha dos seus resíduos para reciclagem, 60% utiliza madeira certificada e materiais reciclados nos produtos, possui cabines com filtros secos e rede de aspiração de partículas nas instalações e, ainda, 45% utiliza cartão reciclado nas embalagens.

Mas é importante realçar que um terço das empresas considera que ainda estão a dar os primeiros passos em relação à sustentabilidade. Estas empresas são principalmente motivadas pela expectativa dos clientes, bem como o potencial que as estratégias de sustentabilidade podem oferecer na entrada de novos mercados. No futuro, as estratégias que pretendem vir a adotar envolvem redesenhar os produtos, trabalhar com a cadeia de abastecimento para reduzir os resíduos a eles associados e usar energia renovável.

Outras conclusões do estudo, mostram que apesar de haver pouco conhecimento sobre a economia circular e como a aplicar, já são adotadas boas práticas no setor que envolvem a otimização dos recursos e processos, a extensão do tempo de vida útil do produto e a valorização do material. No entanto, determinadas estratégias para a economia circular são ainda encaradas com alguma desconfiança pelas empresas, existindo a esse nível um grande potencial de melhoria e de aproveitamento das mais valias associadas. Os custos relativos à inovação e a falta de informação sobre estratégias a adotar são os maiores constrangimentos à adoção destas boas práticas de sustentabilidade.

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Tecnologia Blockchain pode melhorar rastreabilidade da madeira na cadeia de abastecimento
 

Um estudo apresenta a tecnologia blockchain como uma forma de rastrear eletronicamente a madeira enquanto ela viaja da floresta para o produto final, utilizando um sistema de infotracing (sistema de rastreamento de informações) e tecnologia de Identificação de Frequência de Rádio (RFID) que retém os registos de forma segura, descentralizada e distribuída.

Os investigadores simularam toda uma cadeia de abastecimento de madeira numa região do sul da Itália, desde 10 castanheiros até aos seus produtos finais, usando a tecnologia blockchain para rastrear eletronicamente a madeira.

As 10 árvores foram marcadas com etiquetas RFID e cortadas para formar 48 toros. Essas porções cortadas eram novamente, etiquetadas e então transportadas para serem processadas. Estes foram transformados em produtos, etiquetados com códigos RFID e QR e vendidos aos consumidores. As etiquetas continham informações como datas importantes, localização, espécie, comprimento do tronco, qualidade da madeira e número de toros derivados por árvore-mãe.

A tecnologia Blockchain conecta os vários registos com carimbo de data/hora para formar uma cadeia linear e interligada. Estes registos não podem ser alterados, tornando estes sistemas altamente seguros e resistentes à manipulação.

Assim, existe a possibilidade de haver uma monitorização global e georreferenciamento em tempo real, otimizando as operações em termos de tempo, materiais e custo. Esta tecnologia também pode ajudar a definir com precisão as áreas de interesse e quantidades, tamanhos e espécies de madeira para o mercado europeu, ou identificar a presença de materiais particularmente valiosos.

Todo este sistema de monitorização é importante para produtos de madeira, especialmente para verificar a sua origem, evitando produtos de origem ilegal. Um sistema tão transparente pressionaria fortemente o corte ilegal, ajudaria a indústria a gerir transações de forma eficiente e poderia levar à sustentabilidade económica, dado que os fabricantes de madeira estão dispostos a pagar um prémio de 2-3% por madeira certificada.

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INOVAÇÃO TECNOLÓGICA
Banhoazis
 

A Banhoazis nasce em 1998, dedicando-se ao negócio de fabrico, comercialização e distribuição de mobiliário e acessórios de banho.

Devido ao seu crescimento, a Banhoazis implementou um projeto de inovação para aumentar a capacidade produtiva do seu estabelecimento. O projeto surge da aposta em alargar a capacidade produtiva e atuação na cadeia de valor, tendo por base o implantar daquela que será a sua nova e ampla unidade fabril (cerca de 12.150 m2), cuja remodelação tem em vista a melhoria dos fluxos de materiais e pessoas e o adotar de novos processos no projeto e fabrico de soluções completas.

Este permitirá dinamizar a sua presença numa exigente cadeia global de valor, abrangendo a contratação de RH's que potenciem o caráter internacionalizável do seu mobiliário e a dote de capacidade de resposta às solicitações de mercados de alto valor. Destacar também a forte automatização em matéria logística que permitirá uma cadência de funcionamento médio em 600 móveis/dia e picos diários em cerca de 800 unidades em circulação (entrar/sair), cerca do dobro dos alcançados atualmente.

Com um Investimento Elegível que ultrapassa os 8,5 M€, o impacto do projeto abrange também o concretizar de medidas ecológicas, nomeadamente racionalizando o consumo energético interno, contribuindo ainda para minimizar o impacte ambiental e reduzindo emissões de GEE e a produção de resíduos.

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rePLANt: Implantação de estratégias colaborativas para a gestão integrada da floresta e do fogo
 

O projeto nasce da necessidade de desenvolver soluções integradas e inovadoras que garantam a gestão sustentável das florestas portuguesas, de forma que estas estejam cuidadas, protegidas e que sejam uma fonte de riqueza para as pessoas, as comunidades e o país. Assim, a valorização das florestas nacionais é um dos principais objetivos do rePLANt, que, através de um esforço colaborativo, irá contribuir para uma gestão integrada das florestas e do fogo com a implantação de estratégias colaborativas para gestão integrada da floresta e do fogo.

Estas estratégias darão origem a novos produtos e serviços, na sua maioria suportados em tecnologias digitais, contribuindo para a redução do risco de fogo e introduzindo um elevado grau de inovação com vista a melhorar os processos de gestão e tomada de decisão das empresas florestais e energéticas, com impactos positivos em toda a cadeia, nomeadamente nos seus prestadores de serviços e nos produtores florestais, com grande impacto na economia das zonas rurais.

Com um período de atuação de 3 anos, é um projeto com um orçamento de 5,6 milhões de euros, sendo apoiado em 3,3 M€ pelo Compete/Portugal 2020, através dos Programas Operacionais Competitividade e Inovação (POCI) e Lisboa 2020.

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EVENTOS & DIVULGAÇÃO
STREAM Consulting estreia novas instalações no AOC Business Center e participa na sua inauguração
 

No passado dia 4 de junho, foi inaugurada a nova sede do Grupo Aníbal Oliveira Cristina (AOC), designada por AOC Business Center, no Azabucho, Pousos, com a presença do Sr.º Presidente da Câmara de Leiria, Dr. Gonçalo Lopes.

O Grupo investiu cerca de 5 milhões de euros nas instalações, que é também a nova casa da STREAM Consulting, bem como de outras 4 empresas (Arentia, Agix, Avancee Software e Fluxe) que desenvolvem a sua atividade na área tecnológica.

O edifício conta com 3.880 m2 (área de escritórios), um auditório, refeitório, working lounge, esplanada, ginásio, entre outras áreas, sendo que o espaço exterior com 53.390 m2 inclui um campo de ténis e circuito de manutenção proporcionando aos utilizadores do espaço uma área envolvente tranquila onde se pode desfrutar da Natureza.

Consulte o Jornal de Leiria - Edição Especial AOC Business Center de 24 junho 2021 para saber mais sobre a STREAM e o seu novo escritório.

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PRÓXIMOS EVENTOS
 
  • Webinar - EcoEconomy4.0: Benchmarking de políticas de Economia Circular e de Descarbonização – 29/06, AEP
  • Webinar: Lições do Portugal 2020 – 29/06, Agência para o desenvolvimento e coesão
  • Estratégias para gerar lucro através de I&D – 1-5/07, Online, AEP
  • III Conferência sobre Cadeias de Abastecimento Sustentável – 22-23/07, Instituto Superior Técnico
  • XVI Congresso Mundial de Energias Renováveis– 26-30/07, Instituto Superior Técnico
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