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Newsletter nº 8 | agosto 2021
 
 
Notícias
Novo recorde de candidaturas ao SIFIDE
 

Até 31 de julho de 2021, foram realizadas 3.283 candidaturas ao SIFIDE (Sistema de Incentivos Fiscais à Investigação & Desenvolvimento Empresarial), relativas ao exercício fiscal de 2020. No total, as empresas declararam investimentos em I&D de 1.558 M€ e solicitaram um crédito fiscal a rondar os 745 M€ (mais 36% do que no ano anterior).

Face ao ano fiscal de 2019, registou-se um aumento de 38% no número de candidaturas, de 27% nos investimentos declarados pelas empresas e de 24% no total de projetos, que ultrapassaram os 8000.

Entre os setores com maior volume de candidaturas e de investimento declarado em I&D entre 2015 e 2020, a ANI destaca as “atividades de informação e comunicação”, “consultoria técnica, científica e serviços de apoio” e “comércio por grosso e a retalho”, nos serviços; e “produtos e preparações farmacêuticas”, “equipamento informático, elétrico, eletrónico e de ótica”, “indústrias alimentares e bebidas” e “material de transporte”, nas indústrias transformadoras. De realçar que, em 2020, a região Norte apresentou 41% das candidaturas ao SIFIDE (1343), seguida de Área Metropolitana de Lisboa (28%) e Centro (23%).

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"Loki" da Marvel Studios imortalizado em painel de azulejo português
 

A estreia de Loki, a nova série da Marvel Studios para o Disney+, está a ser promovida em Lisboa com um painel com 15 m2 e 735 azulejos Viúva de Lamego pintados à mão pelo artista português João Lemos. O projeto, implementado pela agência criativa Nossa, resulta de um desafio lançado em conjunto com The Walt Disney Company Portugal ao artista e à icónica fábrica de cerâmica nacional e pode ser visto na estação de metro do Marquês de Pombal.

Com detalhes e pormenores extremos, pintados à mão, estes azulejos foram cuidadosamente preparados em duas cozeduras no forno, com temperaturas que chegam a atingir os 1000ºC, traduzindo-se num trabalho de 8 semanas para que a obra estivesse completamente finalizada.

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Avisos abertos
COMPETE 2020
 

PDR
 

AÇORES 2020
 

CONCURSOS EUROPEUS
 

PRR
 

CENTRO
 
 
ÁREAS DE ATUAÇÃO
A importância do hidrogénio verde na descarbonização da indústria cerâmica
 

A indústria cerâmica tem operações que atuam em condições de alta temperatura, motivo pelo qual o consumo energético tem uma expressão relevante. Por vezes, o peso dos custos energéticos chega a ser superior aos gastos com pessoal, o que tem implicações na competitividade deste setor. Em média, 30 a 40% dos custos de produção referem-se ao consumo energético, onde o gás natural representa 85% e os restantes 15% ocupados pela eletricidade, estando relacionado com cerca de 84% das emissões setoriais de CO2.

O hidrogénio verde é um vetor energético essencial para diminuição das emissões do setor da cerâmica, uma vez que está isento de emissões CO2 e não compromete o desempenho industrial. Produzido a partir de fontes de energia renováveis endógenas e a ser consumido localmente, permite o processo de queima em fornos com o maior potencial técnico entre as soluções verdes.

Em termos industriais, o H2 é um gás cuja utilização se encontra regulamentada, não diferindo nesse aspeto com outras matérias-primas utilizadas na indústria. O impacto na competitividade vai decorrer de outros fatores a ter em consideração futura, incluindo a penalização associada à emissão de CO2 que agravará significativamente o custo do gás natural consumido em benefício do hidrogénio.

Em Espanha, por exemplo, num dos maiores clusters cerâmicos da Europa, onde se concentra 95% da indústria cerâmica espanhola, foi implementado o projeto ORANGEBAT. Num consórcio internacional de 40 organizações, o objetivo do ORANGEBAT é estabelecer o caminho à total descarbonização de um setor intensivo em termos de energia pela incorporação do hidrogénio verde na indústria.

O projeto foi submetido à convocatória do EU Green Deal para a concessão de apoios para superar o gap financeiro da solução e permitir a viabilidade comercial. O arranque está previsto para o início de 2024 e a parceria cobre toda a cadeia de valor, desde a geração e armazenamento de H2 até ao seu consumo, passando pela distribuição ao consumidor final, incluindo grandes players industriais, empresas de investimento, centros de investigação, organismos institucionais e um vasto conjunto de empresas que irão usar como combustível o H2 verde a produzir.

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Exportações de produtos cerâmicos em 2020
 

O valor das exportações nacionais de produtos cerâmicos ascendeu a 661,9 M€ em 2020, o que se traduz numa variação de -6,5% em relação a 2019. Estes dados refletem os efeitos da pandemia COVID-19 que motivou a adoção de medidas de forte restrição à atividade económica com impacto nas transações internacionais.

Relativamente ao tipo de produtos exportados, os pavimentos e revestimentos cerâmicos foram os que mais contribuíram para as exportações cerâmicas (33,1% em valor de 2020), seguindo-se a cerâmica de mesa e uso doméstico em faiança, grés e barro comum (28,7%) e a louça sanitária (17,7%). Entre os principais produtos cerâmicos, aqueles cujas exportações registaram crescimento face a 2019 foram a cerâmica de mesa e uso doméstico em faiança, grés e barro comum (+6,3%) e a ornamental (+5,7%).

As exportações da cerâmica portuguesa chegaram a 160 mercados em 2020, com 68,3% do valor total exportado destinado ao mercado comunitário. França foi o principal país de destino (21%), seguindo-se Espanha (14%), Estados Unidos (11%) e Alemanha (11%). Em termos regionais, a região de Aveiro com 47,2%, seguindo-se a região de Leiria (17%) e a região Norte (11%) foram as que mais contribuíram para as exportações.

No que respeita à União Europeia 27, em 2020, as exportações de produtos cerâmicos ascenderam a 17.707 M€, uma variação de -4,4% face ao ano anterior. Este valor representa 0,37% das exportações totais de bens da UE27 no mesmo ano e os principais exportadores foram Itália (26% do total), seguindo-se Espanha (20%) e Alemanha (18%). Os pavimentos e revestimentos foram o produto cerâmico mais exportado em 2020 (47%).

Concluindo, Portugal foi o 7º exportador de produtos cerâmicos da UE27 (quota de 3,74%), enquanto foi o 17º exportador da UE27 (quota de 1,13%) em relação ao total de produtos exportados em 2020. A exportação de cerâmicos corresponde a 1,23% do valor das exportações totais a nível nacional e, na europa, este setor corresponde a 0,371%. Ou seja, no contexto da UE27, Portugal apresenta vantagem comparativa relevada na exportação de bens cerâmicos, considerando que o seu Índice da Vantagem Comparativa Revelada (IVCR), que compara o peso das exportações de um setor/produto no total das exportações de um país com o peso relativo desse mesmo setor/produto no mercado mundial, é superior a 1.

Para a cerâmica portuguesa, o IVCR apresentou o valor de 3,32, o que significa que o grau de especialização da cerâmica nacional representou 3,32 vezes o grau de especialização que a cerâmica apresenta na UE27. Assim, apesar de Portugal ter sido 7º exportador de produtos cerâmicos na EU27 em 2020, registou um dos maiores IVCR, apenas ultrapassado por Espanha (3,53) e à frente da Itália (2,86), Polónia (1,45) e Alemanha (0,70).

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INOVAÇÃO TECNOLÓGICA
PROJETOS APOIADOS/FINANCIADOS
 

A NORMAX é o maior fabricante português e um dos principais fabricantes mundiais de instrumentos volumétricos de laboratório (buretas, pipetas, etc.) endereçadas à indústria científica por catálogo. Com uma gama de 50.000 produtos, controla o processo desde a transformação de vidro de laboratório até à sua comercialização. Contudo, e sendo uma empresa madura (+ 45 anos), detinha processos que já não acompanhavam a concorrência, estando a perder competitividade. Para contrariar este processo, a NORMAX investiu no fabrico de pipetas de Pasteur, objetivando-se a transição para uma solução tecnológica e robotizada que permita otimizar, automatizar e digitalizar este processo, assim como no fabrico de lâminas para análise microscópica de células/tecidos, com a implementação de nova linha que inclui o trabalho do vidro em lâminas de dimensões variáveis, pré-tratamento químico, revestimento com diferentes desenhos e cores, inspeção e packing, e ainda investir numa nova área de Inovação e Desenvolvimento (I&D).

Com um investimento elegível de 537.000€, a NORMAX prevê assim aumentar a capacidade produtiva do seu estabelecimento para acompanhar a exigência do mercado e reforçar o seu posicionamento a montante/jusante da cadeia de valor, implementando capacidades avançadas de fabrico em linha com o modelo de fábrica do futuro, assim como capacitando as suas áreas de marketing, logística, qualidade e I&D.

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PROJETOS APOIADOS/FINANCIADOS
 

A Associação Portuguesa das Indústrias de Cerâmica e de Cristalaria (APICER) lançou o projecto INTERCER – Promoção da Internacionalização da Cerâmica Portuguesa que visa mudar a percepção que os mercados têm da cerâmica portuguesa, nomeadamente dos subsetores da Cerâmica Utilitária e Decorativa e dos Revestimentos e Pavimentos Cerâmicos.

De acordo com Luís Sequeira, presidente da direção da APICER, ‘o setor português da cerâmica desenvolve produtos de enorme qualidade, mas nem sempre os mercados internacionais, caracterizados por uma intensa rivalidade competitiva, têm uma perceção condicente com a qualidade dos produtos que se produzem em Portugal’.

O INTERCER quer definir e comunicar um novo posicionamento para a ‘cerâmica made in Portugal’ com vista a melhorar a competitividade do setor, e propõe-se, assim, a melhorar a comunicação e a imagem do setor nos mercados internacionais com uma comunicação com um nível de qualidade condicente com o posicionamento desejado; a aumentar a perceção da qualidade percebida dos produtos nos mercados internacionais, através de um conjunto de ações e suportes de comunicação; e a reforçar a visibilidade internacional da oferta do setor, um conjunto de ações que irá desenvolver até ao final de 2022 de modo a reforçar as exportações.

É apoiado pelo sistema de incentivos SIAC (Sistema de Apoio a Ações Coletivas) e é cofinanciado pelo FEDER, no âmbito do COMPETE 2020, com um investimento elegível de 930.978,93 € e um apoio total de 791.332,09€.

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EVENTOS & DIVULGAÇÃO
Aulas de Yoga de volta à STREAM
 

Depois de um ano tão atípico e desafiante, recomeçaram as aulas de yoga nas novas instalações da STREAM com a professora Filipa Neves.

A pensar no bem-estar da nossa equipa e por forma a criar momentos de descontração, as aulas permitem o reforço do espírito de equipa para que todos possam estar no seu melhor, com mais energia e felicidade, como facilmente se pode verificar.

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PRÓXIMOS EVENTOS
 
  • Intelligent Automation Summit: 1-2/09, Alemanha
  • Marmomac: 29/09-02/10, Itália
  • Web Summit: 1-4/10, Lisboa
  • Tektónica: 06-09/10, Lisboa
  • MoldPlás: 3 – 6/11, Batalha
  • Jornadas Técnicas da Cerâmica: 18-19/11, Aveiro
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